Trabalho sob pressão X trabalho sob paixão

Trabalho sob pressão X trabalho sob paixão

Pressão com relação a prazos e metas todos conhecem, para muitos, uma tortura

“Trabalho” vem do latim tripalium (três paus) que era um instrumento de tortura para forçar escravos a aumentar a produção (tripaliare = tortura).

Em outras versões da palavra nos idiomas latinos o conceito é similar, os latinos consideram o trabalho uma tortura imposta por senhores a seus escravos.

Muitas pessoas ainda passam seus meses e anos no tripalium moderno, sonhando com o dia em que conquistarão o nirvana profissional e ganharão o dinheiro se divertindo, pois estarão trabalhando com o que amam.

Não se iluda! Trabalho vem antes da paixão.

“Quando eu encontrar um trabalho pelo qual me apaixone, toda a minha energia, esforço e dedicação serão liberados.”

Sinto muito, mas se você pensa assim, está se escondendo do seu futuro profissional.

Nada será bom o suficiente para ganhar sua paixão até você acumular bagagem suficiente para avaliar, fazer escolhas, criar algo novo.

Mudando a mentalidade, você pode reformular a expectativa:

“Me dê uma chance de contribuir e vou trabalhar com energia e foco e, assim que ver resultado, ficarei apaixonado por isso, ou encontrarei um caminho para a paixão.”

O trabalho antes da paixão mede nosso ofício em termos de contribuição, não em um modelo idealizado de perfeição. A paixão vem de sentir-se necessário, de se aproximar do domínio das técnicas e do assunto, vem de fazer o trabalho que importa, que gera reconhecimento.

Produtividade – Talvez você ainda a veja como na época da tortura

Medir a produtividade pelo número de horas trabalhadas ou registros de entrada e saída é a melhor forma de se iludir. O número de horas trabalhadas não significa produtividade.

No século 20 o trabalho era medido no estilo “linha de montagem”, cada trabalhador fazia sempre a mesma coisa, normalmente trabalho manual repetitivo, logo, a produtividade era medida em horas trabalhadas.

Mesmo com o trabalho e as profissões mudando radicalmente, importamos, sem refletir, esse modelo de medição de produtividade que acaba criando ambientes de trabalho bem distantes da paixão.

Dormir pouco e falar com certo orgulho que não tem tempo pra nada, que precisa de um dia de 48 horas, é bem século 20.

O trabalho intelectual e criativo e funções de gestão e desenvolvimento necessitam períodos de fluxo e foco que são impossíveis para um ser humano manter  por 8 horas a fio. Se o fizer, incorrerá em erros que só serão percebidos mais tarde.

O primeiro passo para gerir a produtividade é analisar e monitorar o ambiente e as atividade de cada membro da equipe. Talvez seja necessário também avaliar o desempenho dos computadores e verificar se podem ser feitos remanejamentos de acordo com a configuração, evitando compras desnecessárias.

Com esses dados o planejamento começa a ganhar corpo. Uma avaliação mais profunda do desempenho dos funcionários fornecerá informações essenciais para tomadas de decisões estratégicas. Neste artigo temos modelos grátis de planilhas para facilitar seu trabalho.

Entender as expectativas de cada colaborador colocará toda a equipe no caminho para encontrar paixões e desenvolver  competências. Mantenha essas práticas:

  • Divulgue amplamente a missão e o objetivo da empresa e de cada equipe;
  • Forneça e solicite feedback imediato para correções de percurso;
  • Defina o resultados realistas para cada departamento;
  • Crie métricas apropriadas para que cada colaborador contribua com a missão da empresa;
  • Meça e documente os resultados em intervalos adequados de cada departamento (diariamente, semanalmente, mensalmente, etc.);
  • Divulgue amplamente essas informações.

“Escolha um trabalho que ama e nunca trabalhará um único dia em sua vida.”

Sinto muito, de novo, mas não é bem assim. É uma frase bem-intencionada, mas pouco realista. Mesmo fazendo o que se ama não nos livraremos das frustrações, dos erros, do desânimo e do esgotamento no final do dia. É normal, às vezes, detestar o que se ama. O que não pode ser normal é passar a vida detestando o que fazemos todos os dias.

Uma dica para trabalhar em equilíbrio entre momentos de fluxo e pausas revigorantes é a técnica pomodoro.

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