Pornografia no trabalho prejudica empresa e colaboradores

Pornografia no trabalho prejudica empresa e colaboradores

Entenda quais são as implicações legais e ameaças resultantes desse desvio de conduta

Brasileiros adoram conteúdo adulto. Segundo estatísticas divulgadas pelo Pornhub, fomos o 10º país que mais visitou a plataforma de entretenimento em 2017. Some esse hábito ao uso irresponsável da internet pelos colaboradores e você entenderá por que o consumo de pornografia no trabalho se tornou um problema sério.

Serviços de streaming e redes sociais foram responsáveis por intensificar a propagação de vídeos, fotografias e gifs eróticos nos últimos anos. Nada de ir até a locadora ou passar horas baixando um arquivo. É possível assistir pornografia a qualquer hora, em qualquer dispositivo eletrônico.

Os computadores da empresa não ficam de fora.

Talvez comece como brincadeira. Links para sites de humor 18+ circulam livremente entre grupos de Whatsapp, mas logo os canais corporativos também viram um meio de compartilhamento. De ferramenta profissional, o navegador passa ao principal instrumento para desvio de conduta no escritório.

As consequências imediatas do comportamento compulsivo são óbvias: queda na produtividade das equipes e lucratividade da empresa.

Mas escândalos de teor sexual durante o expediente são capazes de gerar uma dor de cabeça ainda maior para gestores, e principalmente para o setor de TI.

Pornografia no trabalho é crime?

Sabemos que os equipamentos da empresa são comumente aproveitados para atividades pessoais, muitas vezes em acordo com o empregador. Colaboradores gastam seu tempo livre pagando contas, rolando o feed de notícias ou mesmo jogando online.

Por que, então, seria diferente com o consumo de pornografia?

Existe uma série de fatores que complexificam o acesso a conteúdos eróticos no trabalho. Acusações de assédio são um exemplo. Todo o comportamento de conotação sexual que constranja colegas, como a exibição de imagens ou mensagens indesejadas, pode resultar em um processo trabalhista.

Além disso, há diversos crimes digitais atrelados ao material pornográfico. Como armazenar ou espalhar imagens íntimas sem autorização do proprietário. O revenge porn já está, inclusive, tipificado na Lei Maria da Penha como violência de gênero.

Sem falar nos casos de pornografia infantil, considerados crime federal, nos quais a punição é agravada. Materiais envolvendo menores de idade em circunstância pornográfica ferem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ainda que supostamente não haja ciência a respeito do delito.

A partir do momento em que infrações como essas são cometidas no ambiente corporativo, a empresa será responsabilizada judicialmente pelas mesmas.

Portanto, não se trata apenas de uma questão de bom senso. O consumo de pornografia no trabalho tem implicações legais para empregado e empregador.

Ameaças por trás do conteúdo adulto

Outro aspecto crítico do conteúdo adulto são os riscos que ele representa à segurança cibernética das empresas. Armadilhas pornográficas para roubo de dados ou invasão de dispositivos vêm se popularizando.

No início do ano, a Kaspersky Lab lançou uma pesquisa indicando ameaças de phishing e malware para o consumidor de pornografia.

A primeira técnica consiste em esquemas fraudulentos para captura de informações confidenciais. Geralmente aparece em formato de propaganda ou aviso enquanto o usuário navega por sites especializados.

Analisando algumas plataformas de pornografia, o levantamento ainda identificou pelo menos 27 variações de malware. Com um simples mecanismo de redirecionamento, cibercriminosos levam os visitantes até páginas maliciosas para infectar suas máquinas.

Um relatório da Symantec também alerta para a ameaça dos ransomwares. A tática é empregada para sequestro de arquivos e computadores, no intuito de extorquir a vítima. Pode deixar o computador inoperante para o usuário, ou aparecer em forma de uma imagem pornográfica que só será removida da tela mediante pagamento.

Em função da sua popularidade, a pornografia é porta de entrada para inúmeros riscos à segurança de um parque tecnológico. Deve-se estar atento às possibilidades de ataque.

Como as empresas podem se proteger

Quando passa despercebida, a pornografia no trabalho acaba prejudicando tanto empresas quanto seus colaboradores. Para se proteger das problemáticas discutidas acima, é preciso controlar o uso da internet no ambiente profissional.

Bloquear x Monitorar

Considerando um regime de tolerância zero com conteúdos pornográficos, a primeira dica é aplicar bloqueios de internet. Você determina exatamente quais sites são impróprios e evita que a sua rede fique exposta às ameaças conhecidas. As regras de acesso podem ser definidas de acordo com as palavras-chave de preferência.

Uma medida simples e eficaz.

Ao falarmos em uma estratégia avançada de segurança cibernética, no entanto, vale ressaltar a importância dos sistemas de monitoramento.

É direito e dever do empregador saber o que suas equipes estão fazendo no ambiente de trabalho. Com a devida fiscalização e educação comportamental, você evita surpresas desagradáveis.

O NetEye oferece uma solução completa para segurança, monitoramento e medição de produtividade no seu parque tecnológico. Nosso software permite bloqueio de acesso a sites não autorizados sem necessidade de proxy ou firewall, envia notificações sobre tentativas de acessos indevidos e monitora as estações de trabalho em tempo real.

Aliados, tais recursos garantem controle total sobre o aproveitamento dos ativos de TI em uma empresa.

Medidas cabíveis

Você seguiu todas as recomendações, mas se deparou com uma tentativa de acesso à pornografia na rede interna. Chegou a hora de agir. Muitos gestores não sabem como proceder nessas situações.

Cada empresa deve avaliar a punição apropriada conforme o grau de severidade da infração e suas próprias normas. Desde ações corretivas, como a aplicação de advertências progressivas junto ao setor de Recursos Humanos, até demissão com justa causa por ofensa ao pudor.

Para que o empregador possa se valer de uma política de monitoramento, porém, é imprescindível que os colaboradores estejam cientes da sua existência. Recomendamos que essa notificação conste no contrato de trabalho ou no regulamento da empresa. Leia nosso post sobre legislação trabalhista e monitoramento para saber mais.

Em casos de pornografia no trabalho que envolverem o cometimento de um crime, mostra-se fundamental comunicar às autoridades.

E não deixe de buscar assessoria jurídica, a fim de administrar da melhor maneira os trâmites legais que circundam esse assunto.

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